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A DOR DE UMA PERDA (13-01-2017 e 27-01-2017) PDF Imprimir E-mail
Sáb, 11 de Março de 2017 23:38

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A DOR DE UMA PERDA (13-01-2017 e 27-01-2017)

Desde a minha infância, que vivi numa cidade do interior deste imenso Brasil, senti-me enamorado de Mariazinha, meu primeiro e único amor.

Crescemos, estudamos e brincávamos juntos, como duas inocentes crianças do interior.

Mariazinha era o meu sol, meu ar, minha razão de viver.

O tempo foi passando, tornamo-nos adolescentes e percebi que aquilo que me aproximava dela, não era só amizade, mas um Amor que floresceu em meu coração.

Eu amava Mariazinha e de mãos dadas nas noites enluaradas, no céu repleto de estrelas, ouvindo o murmurar de um riacho, declarei meu amor. Ela surpresa e contente aceitou, e passamos a namorar, um namoro puro que fazia-me cantar de alegria e felicidade, de manhã e à noite.

Um dia percebi, como todos nossos familiares, que a minha Mariazinha, minha doce e terna amiga de infância e agora namorada, estava empalidecendo, emagrecendo e tossia muito.

Os cuidados rudimentares e poucos do interior não foram capazes de restaurar a saúde dela, e como uma vela que se apaga aos poucos, Mariazinha foi-se apagando, apagando, até que faleceu.

Minha dor, tristeza, angústia, desespero foram imensos. Nada me confortava, consolava. Não admitia que me falassem de Deus, pois que Pai era aquele que destruiu e levou para longe de mim a minha Esperança, Fé, Amor. Tudo para mim era representado por Mariazinha, como viveria sem ela? A vida perdeu o sentido, o sabor, a razão.

Imaginei suicidar, mas pensei na dor que causaria aos meus pais e irmãos, mas eu não conseguia viver sem Mariazinha. Como fugir, me esconder desta saudade? Como conviver com esta eterna separação? Eu senti que meus sonhos foram todos roubados. Eu não aguentava mais. O único refúgio para mim era a bebida e o cigarro. E eu bebia e fumava desesperadamente. Não ajudava meus pais no trabalho e nem estudava. Estava desesperado, deprimido e só tive momentos de torpor quando bebia. E assim, como dizia eu, afogando minhas mágoas, deixei este mundo.

Muito perturbado, desesperado, vi-me mergulhar em um pântano de onde não tinha forças para sair, não conseguia me levantar. Sem amigos, só.

Senti a aproximação de seres que vinham aspirar e beber minhas emanações alcoólicas, pois eu estava impregnado de álcool. Fiquei muito tempo nesta situação, vendo e sentindo aqueles seres, dementado, tudo delírios. O tempo escoou tão lento para o meu sofrimento! Eu estava como que paralisado e perdi completamente a noção do tempo. Cada dia mais exausto, mais cansado, mais doente.

Certo dia, chegou até mim uma luz que dissipava ao meu redor um pouco da escuridão, e senti vozes humanas que me chamavam. Não tive forças para me levantar. Então fui acolhido e recolhido daquela região pantanosa, fétida, por braços fortes, mas carinhosos, amigos e colocado em uma padiola e levado para ser socorrido em um ambiente limpo, de luzes que não me feriam os olhos, mas me tranquilizavam, e pude observar meus socorristas. Eram dirigidos por um negro, jovem, belo, que sorria para mim e dizia que tudo ficaria bem. Que estive muito tempo em sofrimento, mas que agora só dependia de mim o meu restabelecimento. Seria tratado, medicado, socorrido, mas que eu tinha que vencer o vício que ainda trazia, mudar minha forma de pensar e ainda ajudá-los a me ajudar.

O local era limpo, lindo, claro, arejado, com muitos médicos, enfermeiros, que agora me atendiam. Recebia irradiação, água que diziam magnetizada, passes e sentia-me restabelecer. Mas de uma coisa eu não podia esquecer: de Mariazinha. Isto me angustiava, ainda me desequilibrava e quando isto acontecia, todo meu corpo reagia, a vontade de beber voltava e minha saúde piorava. Eu prejudicava assim o meu tratamento, até que pedi, certo dia, para ver, conversar com meus salvadores daquela região pantanosa, se isso me era possível, pois além de agradecer, sentia uma necessidade imperiosa de vê-los, e sentia que podiam me ajudar mais uma vez.

Tive então meu pedido atendido, e naquele mesmo dia recebi a visita de meus salvadores, tendo à frente aquele negro jovem, com um sorriso aberto, cativante, bondoso.

Conversamos por muito tempo, tempo este em que desfilei um rosário de mágoas, ressentimentos. Deixaram-me falar, desabafar. Ao final deste tempo, aquele jovem tomou a palavra, e com carinho começou a explicar-me várias coisas, inclusive me orientando com relação a nossos passos e procedimentos.

Disse-me que com minha recuperação, eu teria pouco a pouco tendo a noção de fatos acontecidos, mas que isto seria transmitido pausadamente de acordo com o meu progresso e com a minha compreensão, que viria aos poucos, de acordo com minhas melhoras. Fiquei ainda algum tempo recebendo o tratamento prescrito: passes, água fluidificada, preces, irradiação e a mudança de meus hábitos, pensamentos. Tornei-me um Espírito mais equilibrado, mais receptivo às sugestões destes meus amigos, e aos poucos consegui controlar as minhas emoções.

Comecei a frequentar a biblioteca, estudar, passear, ajudar, colaborar naquele grande empreendimento voltado para o Bem.

Mas, ainda gostaria de saber o porquê da desencarnação tão precoce de Mariazinha, e porque fiquei tão sozinho quando mais precisava dela. Foi-me explicado então pelo meu salvador, que fiquei sabendo ser Pai Velho Antonio de Aruanda - mas como tão jovem, porque Pai Velho? - que Mariazinha e eu nos amamos há várias e várias vidas, mas que eu, Espírito tão apegado a vícios, a prazeres, a fiz sofrer muito; e em muitas ocasiões, quando ela mais precisava de mim, eu a abandonei, saía em busca de prazeres, de novas emoções e a deixava sozinha com muitas responsabilidades, tendo enormes dificuldades para vencer nas situações adversas que eu a coloquei. Mas Mariazinha evoluía, pois não abandonava seus princípios éticos, morais, e não se deixava envolver pelos chamados arrastamentos, pelos caminhos tortuosos. Não se sentia atraída pela porta larga, a porta da perdição, da queda Espiritual. Tive oportunidade de ver através da tela mental, fluídica, várias e várias encarnações, passar meus erros, deslizes, quedas, e pude também observar a luta empreendida pelos meus entes queridos e principalmente por Mariazinha, que em nenhum momento me amaldiçoou, mas sempre orava a Deus, implorando pela minha recuperação, pelo meu equilíbrio.

Meu tratamento exigiu muito tempo, dedicação e amparo pelos meus protetores, amigos tão queridos. Sabia que teria muito que trabalhar, melhorar, progredir, se quisesse ter a feliz oportunidade de rever meu querido Amor, Mariazinha, que tanto mal causei e tanto fiz sofrer.

Estou me preparando para mais uma romagem neste planeta e sempre peço a Deus, a Jesus, que me permitam mais uma vez encontrar Mariazinha, a quem dedico eterno Amor, para que neste reencontro possa pedir perdão, e me redimir, em nome do Amor, dos meus atos cometidos contra nossa união, e motivos de nossa - sei disso - momentânea separação, pois eu sou e fui merecedor dela, que serviu para meu aprendizado.

Aqui me despeço, agradecendo a esta casa que me abrigou, a estes caros amigos que me libertaram de várias amarras e particularmente a Pai Velho Antonio de Aruanda, pelo carinho, incentivo, e por acreditar que eu possa me vencer.

Obrigado a todos.

Um amigo que muito agradece e os ama.

 
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Sáb, 26 de Maio de 2012 15:17

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